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Quando indicar Cuidados Paliativos?


Quando indicar Cuidados Paliativos?

Quando indicar Cuidados Paliativos?


E quando é a hora? Quando a pessoa já lidou sozinha com o medo que o desconhecido da doença lhe impõe, por não ter sido devidamente amparada e informada adequadamente desde o diagnóstico? Quando viveu passivamente o seu tempo de vida, por não ter clareza acerca do percurso da doença, perdendo a chance de refletir e decidir com soberania sobre suas vontades? Quando já suportou de forma indigna as sequelas do tratamento, sofrendo desnecessariamente e perdendo a oportunidade de viver esse tempo com o que lhe promove bem estar e sentido de vida? Quando perdeu o desejo de viver por não conseguir mais dar conta de tanto sofrimento físico, emocional, familiar, social e espiritual, ao não ter suporte adequado para essa travessia? Quando já não tem mais tempo de vida para cuidar adequadamente do que considera importante, quando tem consciência de sua finitude?

“Não é a hora” para quem? Quem decide a hora de incluir qualidade de vida e dignidade em uma experiência de adoecimento? Quem trata a doença ou quem VIVE a doença?

Cuidados Paliativos é um DIREITO que pertence a quem vivencia uma doença grave, ameaçadora da vida. E nós, profissionais de saúde, temos a OBRIGAÇÃO de esclarecer quanto à sua eficácia no controle de dor, de outros sintomas e alívio do sofrimento, nas diversas dimensões do cuidado, desde o momento do diagnóstico. Texto: Flávia Vieira

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