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Será que um dia ficarei bem de novo?



Será que um dia ficarei bem de novo

“Isso vai passar?”


“A sensação que tenho é que essa dor não acabará nunca.”


“Será que um dia ficarei bem de novo?”


Perguntas assim, sempre chegam até mim.

Não tenho as respostas.

E nem ouso tê-las.


Acredito no potencial que cada um de nós possui pra cuidar do que dói e faz sofrer. Uns chamam de resiliência, outros, de esperança. Há também quem chame de coragem, de fé, de confiança.


Essa força interna se manifesta quando nos permitimos descansar da exaustão no corpo, quando respiramos mais profundamente pra sustentar o passo seguinte, quando nos acolhemos e pausamos o que esteja potencializando o sofrimento.


Ela está lá.

Quando tomamos um banho, acreditando que a água que lava fora também limpa algo dentro. 


Quando conseguimos finalmente comer algo, depois de dias onde tudo está difícil de engolir.


Quando nos ofertamos repouso, após tantas noites em claro.


Essa força está lá.

Quando acreditamos não mais ser possível que brote flor onde é somente cacto, nem que exista oásis nos desertos de dor que atravessamos.


E quando essa descrença chegar, peça ajuda. Seja para um familiar, um amigo, ou mesmo a um profissional especializado.


Pedir ajuda não diminui a força que você possui, nem é sinônimo de fraqueza. Não há porque ter vergonha disso. É apenas a consciência de que a presença de alguém pode ajudar a cuidar do que dói e também ajustar os passos nos caminhos áridos que esteja atravessando.


Texto: Flávia Vieira

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